terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quatro anos de SAUDADE.


Vovó se aproximam as horas que trarão o dia em que completará quatro anos de sua ausência, foram quatro anos sem ouvir as suas histórias, quatro anos sem ouvir a sua voz...Quatro anos sem ver o seu sorriso vozinha, foram quatro anos de saudades, quatro anos lembrando da senhora e chorando...Quando nos veremos de novo em?Quando nos encontraremos?

Sinto muito sua falta vovó, acho que toda nossa imensa família sente...Hoje mesmo comentei com tia Fátima que pego mãe chorando direto lembrando da senhora...Confesso aqui também que se vigiassem também me pegariam com a lágrima rolando como por exemplo agora...

O Pico não é mais o mesmo sem a senhora, aquela casa tem um vazio, aquela cozinha(onde a senhora teimosamente ficava direto) não é a mesma sem a senhora, só ficaram as lembranças e um amor que não acaba mesmo a uma distância como essa em que nos encontramos  que é uma distância imaterial!

Ainda me lembro daquele sorriso que a senhora mandou para mim quando da última vez em que estive lá no Pico e a senhora ainda estava presente...Foi um último sorriso naquele dia de julho, foram as últimas histórias de como era no seu tempo...Muito obrigado por ter tido ainda aquele momento...A última vez que vi a senhora,  a senhora não mais sorria...o corpo material não mais sorria, mais hoje sei que a senhora no outro “corpo” que é o espiritual, sorria e sei que estais a sorrir agora...Só queria ver de novo!

Seu Neto

Eriberto Esdras de Oliveira.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

A historia já mostrava o caminho...

 Recebi esse texto na minha caixa de entrada do meu e-mail, é incrivel como a realidade não se alterou nadinha mesmo depois de tanto tempo, os governantes continuam a não se preocuparem com o principal, ficam só no superficial...Estádios, praças, grandes obras que só mostram a grandeza do seu criador(que não é um deus, todavia se acha um).


Onde o povo prefere pousar seu clunis (nádegas em latim) : numa privada, num banco de escola ou num estádio ? Futebol também é cultura.
Hoje, para júbilo e gáudio dos amantes das letras clássicas, divulgamos uma carta do imperador Vespasiano a seu filho Tito.
Vamos a ela:

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22 de junho de 79 d.C. (nesta data, exatamente 1933 anos atrás):
Tito, meu filho, estou morrendo.

Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas. De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum.

Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória. Alguns senadores o criticarão, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa : onde o povo prefere pousar seu clunis : numa privada, num banco de escola ou num estádio ? Num estádio, é claro.

Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por "omnia sæcula sæculorum" e sempre que o olharem dirão :  Estás vendo este colosso ? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou'.

Outra vantagem do Colosseum : ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão. Moralistas e loucos dirão, que mais certo seria reformar as velhas arenas.

Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas. "Vel cæco appareat" (até um cego vê isso).

Portanto, deves construir esse estádio em Roma. Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase :
"Ad captandum vulgus, panem et circenses" (para seduzir o povo, pão e circo).
Esperarei por ti ao lado de Júpiter.

P.S.:   Vespasiano morreu no dia seguinte à carta. Tito não inaugurou o Coliseu com um jogo de Copa, mas com cem dias de festa.

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               Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado romano.

        Da mesma forma, a gente de Brasília construirá monumentais estádios em Natal, Cuiabá e Manaus, mesmo que nem haja ludopédio por esses lugares. Para termos ideia, o campeonato de Mato Grosso teve média inferior a mil pessoas por partida e a Arena Pantanal, de Cuiabá, terá capacidade para 43.600 espectadores.
        Em Recife, haverá um novo estádio, mas todos os grandes clubes já têm o seu.
        Pior será a arena de Manaus com 47 mil lugares: no campeonato estadual, juntando todos os 80 jogos, o público total foi de 37.971.
        O Distrito Federal não poderia se suplantado nesse torneio de insensatez :  seu novo estádio terá capacidade para 76.000 PESSOAS ! Recorde-se que a partida final do Campeonato de 2012 (o campeão é o ...CEILÂNDIA) contou com o expressivo público de 970 pessoas.
As gentes da “Terra Papagallii” não ligaram nem mesmo para o exemplo dos sul-africanos, que construíram cinco novos estádios e quatro são deficitários.

‘‘O pão e o circo continuam ... ’’



Por hoje ficamos por aqui.

Forte abraço.
Ivan Dorneles Rodrigues - PY3IDR

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Excelente Artigo:Vale a pena ler.


Cassio Leite Vieira é jornalista do Instituto Ciência Hoje e coautor de "A Revolução dos Q-Bits" (Zahar). Artigo publicado na Folha de São Paulo do dia 5 de junho.
Às vésperas da Rio+20, talvez a história da ciência e a filosofia possam ensinar algo sobre o planeta e os humanos.
Se uma pesquisa tivesse sido feita no final do século 19 entre os grandes nomes da física, é bem provável que aqueles luminares aceitassem, como realidade incontroversa, a existência do éter (meio com propriedades tanto esquisitas quanto paradoxais que serviria de suporte para a propagação da luz). Em 1905, Albert Einstein (1879-1955), com sua teoria da relatividade, descartaria essa "propriedade" do espaço. Cerca de 20 anos depois, porém, ainda havia cientista que acreditasse em tal suporte.
Conceitos científicos arraigados são difíceis de matar. O físico alemão Max Planck (1859-1947) dizia que uma verdade científica não triunfa pelo convencimento de seus oponentes, mas, sim, porque estes últimos acabam morrendo, e ela se torna familiar a uma nova geração. O historiador marxista britânico Eric Hobsbawm põe a ciência como a forma de cultura mais influente do século 20. Para o bem e para o mal.
Ao longo da história, cientistas obtiveram resultados grandiosos - um deles é, sem dúvida, a teoria da relatividade, que permitiu o primeiro modelo cosmológico de base científica. Mas produziram fraudes e pseudociência - esta última quando o cientista crê que aquilo que obteve é verdadeiro.
Ciência está longe de ser pura, imaculada, como às vezes é vendida. Ciência tem muito de marketing. Quando um novo campo científico nasce (por exemplo, engenharia genética e nanotecnologia), ele traz sua carga de promessas. Nessas horas, cientistas, incensados pela mídia, desfilam futurologias (do bem, obviamente), pois sabem que isso traz visibilidade (e financiamento) para os seus laboratórios ou os seus projetos.
A história da ciência, no entanto, ensina: o cemitério das promessas científicas está cheio de covas profundas e esquecidas - grande parte delas preenchidas com medicamentos e vacinas contra males ainda incuráveis.
Rio+20 - Fraudes, pseudociência, aceitação forçada de paradigmas, medo da discordância e do debate franco... todas mazelas criadas em nome do prestígio, da vaidade, de egos exacerbados, da competição, do medo de macular a carreira, da pressa em publicar etc.
Mas o que tudo isso tem a ver com a Rio+20? Vejamos.
O filósofo alemão Jürgen Habermas diz que um dos traços das democracias modernas é que o público tem que lidar com políticas como "pacotes fechados", dizendo apenas se é a favor ou contra eles, sem discussões mais aprofundadas.
Se pudermos estender essa característica política às tendências ambientalistas, então o caso emblemático de "pacote fechado" talvez seja a questão do aquecimento global ou das mudanças climáticas - a escolha vai depender dos interesses políticos e econômicos do sujeito, como já revelaram pesquisas.
O leitor acredita em qual pacote? Crê no aquecimento global ou é cético?
A impenetrabilidade de Habermas aponta um caminho perigoso: grandes teorias científicas, por sua complexidade, acabam sendo aceitas como dogma. Ou rejeitadas como um. Na questão climática, o "sim" (aceitação) preponderou até agora - afinal, é difícil, mesmo para um cientista, levantar a voz contra um documento, o relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que traz a assinatura de mais ou menos 2.500 especialistas com doutorado.
Ceticismo - Mas, agora, parece brotar certo desconforto entre os próprios cientistas. Caso emblemático: 16 deles, todos renomados, publicaram manifesto nas páginas do "The Wall Street Journal" (26.jan.12) com o sugestivo título "Não é preciso se apavorar com o aquecimento global". Basicamente, dizem que não é necessário tomar medidas drásticas, no curto prazo, contra o aquecimento global, que o gás carbônico não é poluente e que as evidências do fenômeno não podem ser consideradas incontroversas (essas últimas são palavras de um Nobel de Física).
Respostas a esses céticos já são encontradas a granel na internet. Uma delas é a de William D. Nordhaus, professor de economia na Universidade Yale (EUA), "Por que os céticos do clima estão errados" ("New York Review of Books", 22.fev.12).
A mídia tem culpa na solidificação de paradigmas na ciência. Costuma -pela própria essência do jornalismo sobre ciência- privilegiar resultados e profecias em detrimento de dúvidas e reveses. Ciência, por sinal, nas palavras do filósofo britânico John Gray, é, hoje, o terreno das certezas; as dúvidas, diz ele, ficaram para a religião.
Nos jornais, há crítica de teatro, literatura, cinema, artes, música, gastronomia... E de ciência? Afinal, ela não é uma forma de cultura, a mais influente do século passado, segundo Hobsbawm?
Parte do esclarecimento (certezas e, principalmente, dúvidas) deveria vir dos próprios cientistas. Mas a verdade é que eles são resistentes em falar com um público que mal entende um fenômeno básico do cotidiano e titubeia perante matemática simples. O debate darwinismo versus criacionismo (e também ciência versus esoterismo) corrobora o dito acima.
À beira da Rio+20, o "Manifesto dos 16" foi pancada forte. Mas o que fraquejou pernas e esvaziou pulmões científicos foi a revelação, há poucos anos, de mensagens de um especialista da área em que estava confessa a manipulação de dados pró-aquecimento -é o lado humano (sem aspas) dessa atividade. O vazamento abalou profundamente a crença pública - e a de cientistas- em um conhecimento reunido arduamente nas últimas décadas.
É improvável que 2.500 especialistas estejam errados. Mas vale ter em mente o caso do éter, que abre este texto.
Para finalizar, retome-se Gray, com seu magistral e impressionante "Cachorros de Palha" (Record, 2005). O filósofo defende que o movimento verde sofre, nas origens, do mesmo mal do cristianismo e da própria ciência, a saber: o humanismo, este no sentido de que o homem é superior a outras espécies animais, é senhor de seu destino, pode controlar a tecnologia que cria e acredita na ilusão de progresso - algo que o britânico diz fazer sentido só no âmbito da ciência e não na ética, na política, nas artes, na literatura...
Natureza humana - Gray defende que a espécie humana é dominadora e destrutiva. E não adianta tergiversar, diz ele: somos assim, é a nossa natureza humana, algo negado, na política, ao longo da história, pela direita e pela esquerda e que está, para ficar num só exemplo, na raiz de genocídios.
O alento em todo o pessimismo de Gray é que a Terra, como sistema robusto que é, resistirá à infecção por humanos. Mas a um preço: destruição da fauna e da flora. Seguindo o pessimismo de Gray, é possível que tudo o que foi dito até aqui seja algo de menor importância. "A destruição do mundo natural não é o resultado do capitalismo global, da industrialização, da 'civilização ocidental' ou de qualquer falha nas instituições humanas. É consequência do sucesso evolucionário de um primata excepcionalmente rapinador. Ao longo de toda a história e pré-história, o avanço humano tem coincidido com devastação ecológica", escreve ele.
Neste momento de Rio+20, a reflexão mais profunda, talvez, não deva ser sobre essa ou aquela política, esse ou aquele dado científico, isso ou aquilo da economia. Mas, sim, sobre quem (realmente) somos, se valemos a pena.
E uma das análises mais profundas sobre essa questão está em "Cachorros de Palha". Vale ler, mesmo que seja para discordar.
* A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.




domingo, 17 de junho de 2012

Reflexão



Segundo a mitologia Maia Huracám (um dos deuses do panteão Maia) fez várias tentativas de criar a humanidade, em uma delas( já quase desistindo) ele amassou milho branco e amarelo até formar uma pasta.
 Com ela, criou os primeiros quatro homens, contudo ele percebeu que os homens eram inteligentes demais. Então ele soprou uma neblina em seus olhos para que só enxergassem perto e nunca quissesem virar deuses...
Moral da história:
Muitos hoje ainda tem essa neblina em excesso na vista...outros já a retiraram e se acham tão poderosos quantos os deuses...Não sei bem...Mais acho que o meio termo é sempre a melhor opção.
O deus Huracán da civilização Maia, ele teria sido responsável por criar os primeiros homens, no entanto deu uma  "VISÃO" reduzida (jogou a neblina) para que suas criaturas não quisessem serem iguais ao seu criador...

Eriberto Esdras de Oliveira